Por mais escolas assim em 2017! "Na Rocina, maior favela do Rio de Janeiro, colégio prende atenção dos estudantes sem quadro negro, carteiras individuais ou turmas tradicionais. Resultado: ninguém parece ter pressa de ir para casa. Do alto do pátio da Escola Municipal André Urani dá para ver, olhando para baixo, o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e a Lagoa, ícones da cidade rica. Para cima, surge a comunidade da Rocinha – a maior do país, com quase 70 mil habitantes, símbolo da desigualdade. "Tem até um muro ali, tá vendo?", aponta o aluno João Paulo do Nascimento, de 14 anos. "Ele simbolicamente divide a cidade em duas." A escola, onde estudam 240 adolescentes da Rocinha e comunidades vizinhas, é um Ginásio Experimental de Tecnologias Educacionais (Gente) – uma parceria da Prefeitura com a iniciativa privada, cujo objetivo é testar metodologias de ensino inovadoras. Aqui, não existe quadro negro, nem carteiras individuais. Desaparecem...